19/05/2009 - Eu passarinho
 
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Bom dia, amigos.



Estou de volta após uma peregrinação à Maravilhosa cidade que foi deveras inspiradora.Pelo que sou grata.

Na volta , me peguei oensando sobre o indefectivelmente sério mundo do trabalho. Escrevo em letras verdes o que pensei em sinal de minha irrevogávelo esperança.

O trabalho não pode ser encarado apenas como fonte para a sobrevivência, mas também e acima de tudo como oportunidade de contribuição pessoal ao mundo. Quando o ser humano é capaz de contribuir para o bem comum expressando o melhor de si mesmo, então as portas da realização pessoal se abrem. O trabalho passa a ser visto como prazer e responsabilidade que transcendem os compromissos formais com uma organização. Nesse sentido, todos saem ganhando: a sociedade, que é servida por um profissional consciente de seu papel; a empresa, que é objeto da dedicação do profissional; e o próprio profissional, que tem prazer e se realiza no que faz. O desenvolvimento espiritual ajuda o ser humano a enxergar o significado permanente daquilo que é efêmero, e o valor extraordinário daquilo que é rotineiro.

Deixo-os com Mário Quintana a quem queriam desarmar da poderosa arma das palavras em certo período em que a intolerâwncia vigorava vigilante.

A todos um bom dia de alegrias sutis.

Beijos fraternos, Aninha, fada peregrina

POEMINHO DO CONTRA

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

Mario Quintana

 
 
13/05/2009 - Que coisa é o Homem?
 
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Bom dia, amigos queridos.









Mestre Drummond em seu poema O Homem; as viagens, indaga: “ Mas que coisa é o homem?”

Pensadores de muitas eras nos afirmam que o ser humano é um mix corpo e espírito, Isto é, possui uma dimensão material e outra imaterial, e somente na convivência harmônica entre suas duas dimensões a plena realização pessoal é possível.

A dimensão material está mais ligada à sobrevivência e às realidades mais objetivas da vida pessoal e em sociedade. É por causa do corpo que buscamos o progresso, o desenvolvimento científico e tecnológico, buscando o máximo possível de conforto e bem-estar. Geralmente, associamos o corpo com as capacidades objetivas da mente e com o mundo das coisas, a realidade material tangível. O espírito, por sua vez, geralmente está associado aos valores intangíveis, como os sentimentos mais profundos e os prazeres mais essenciais da existência humana. O corpo está associado ao kronos, o conceito grego de tempo mensurável, que passa e carrega consigo tudo e todos ao envelhecimento e à degeneração. Já o espírito está associado ao kairós e ao aion, o tempo das oportunidades e a eternidade, respectivamente, onde todas as coisas se renovam e encontram sua plenitude. O corpo é chamado de homem exterior, enquanto o espírito é chamado de homem interior. O corpo é a dimensão que nos coloca em busca de sobrevivência e sucesso. O espírito nos mobiliza na busca por significado.

Por estas razões, a espiritualidade diz respeito às capacidades humanas mais subjetivas como criatividade, intuição e sensibilidades múltiplas, que nos capacitam a lidar com o belo, o afetivo, o prazeroso, em detrimento das capacidades racionais mais objetivas, como raciocínio e a lógica, que nos capacitam a lidar com as realidades mecânicas da vida.

Quando falamos em espiritualidade, portanto, não estamos necessariamente falando de práticas religiosas, mas sim, e essencialmente, das dimensões menos exploradas das capacidades e potencialidades humanas. O ser humano integral é bio-psico-espiritual. E ninguém duvida que o ser humano que desenvolve todas as suas dimensões é capaz de melhor desempenho em todas as áreas da vida. Este é o território do assombro, a casa da Filosofia. Ferramenta utilíssima a Filosofia.

Bem, fiquemos com a frase do dia. Frase de mestre . Repleta de engenho e arte.

“Se o conhecimento pode criar problemas, não é através da ignorância que podemos solucioná-los.”



(Isaac Asimov)

 
 
12/05/2009 - Filosofia e negócios
 
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Bom dia, pessoal.
Vivemos numa era que exige utilidades e serventias explícitas. Manual tem serventia.Parafuso também tem. Mas, Filosofia não tem, é o que se diz. Será mesmo? Não estou tão certa.. Como estabelecer e redigir Valores claros , Missão,Plano Estratégico sem filosofia? Acabam virando ridículose inócuos quadros nas paredes.
Como agregar, construir equipes de alta performance sem Filosofia? Não sei.
Triste era a nossa em que se põe filosofia no infame saco da " auto-ajuda" . O que só prova que o preconceito é filho querido da falta de cultura.
Engraçada nossa falta de leitura , nossa tacanhez que nos leva a sermos arrogantes e, consequentemente a pensar que Peter Drucker, Tom. Morris e outros, muitos outros têm menos a nos ensinar do que manuais e apostilas.
Filosofia é pedra fundamental para todo programa de qualidade, de liderança, para toda a inefável tarefa de emprender , de viver.
Vejam só o que tirei de um livro de Tom Morris, um filósofo infiltrado no mundo corporativo: As virtudes aristotélicas do líder. Ao final, estará a frase dia. De tocaia, sorrateira, filosófica. Frase de Tom Morris também.
Desejo a todos um dia grandes aberturas mentais.

Coragem




Um compromisso de fazer o que é correto , apesar da ameaça de perigo.

Autocontrole


Uma moderação racional e um autodomínio adequado em nossos prazeres.

Liberalidade


A liberdade de dar a outros o lhes pode ser de ajuda.

Grandiosidade


A capacidade de agir em grande escala.

Orgulho


Um verdadeiro senso de honra e dignidade.

Bom – humor


Calma interior manifestada por comportamento exterior apropriado.

Autenticidade


Forte disposição para a honestidade em todas as coisas.

Cordialidade


Conduta de tratar os outros jovialmente e de maneira sociável.

Presença de espírito


Capacidade para ver e expressar o humor apropriadamente.

Justiça


Disposição fundamental de tratar os outros bem e imparcialmente.



‘O que é negócio?’: “Negócio é a arte do crescimento. Crescimento é a essência da vida. Negócio é a arte da vida.” E qual a finalidade do negócio? “A finalidade é a felicidade”

(Tom Morris )

 
 
11/05/2009 - Filosofia no mundo corporativo
 
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Bom dia, boa tarde, boa noite, pessoal

Durante esta semana , convido-os a realizar comigo uma Jornada Heróica. Vamos nos aventurar pelo país da Filosofia, investigar a relação entre a moderna ludo-pedagogia e a Filosofia, mãe ancestral de toda ciência.



Todos prontos? Então vamos.







Há alguns anos, tenho percebido uma tímida, embora crescente presença da Filosofia dentro da Cidadela do Mundo Corporativo.

Esta presença divide o povo: uns contra e outros a favor . Os contra se dizem racionais e afirmam que vivem e trabalham por resultados e, sendo assim, não percebem espaço para filosofias em seu dia-a –dia.

Bem, para esclarecer se há ou não espaço para a vivência filosófica é preciso ter-se em mente que o filosofar não é facilmente compatível com as "horas marcadas" administrativamente. Também não é uma estratégia mental que em toda a parte pode e deve imprevistamente irromper ou não é nada!
Filosofia não é panacéia.

De resto, a dupla filosofar-filosofia é uma outra forma de dizer Ciência, entendida aqui como preocupação "sintética" de re-agrupamento e re-integração das "ciências-disciplinas" enquanto seres locais, nascidos por razões táticas que decorrem da possibilidade de manipulação delimitada dum território artificial. A preocupação da Filosofia é uma dimensão simultaneamente extrovertida-introvertida do "cérebro Sapiens", eterno movimento de vai-vem que um dia viu a luz do sol numa paisagem onde se escutavam os ecos da guerra de Tróia e a memória das artimanhas de Ulisses. É um pensamento aberto ao mundo, à experiência, que não recusa, antes exige, a meditação.
Mas, entendamo-nos com as palavras. Não se está aqui a postular uma espécie de "esvaziamento Zen . Pelo contrário, a Filosofia supõe uma ação sobre o mundo, um desejo infindo de perscrutar os seus enigmas, encontrar os seus ritmos profundos, as "constâncias" que perpassam pela multiplicidade dos corpos, as "leis gerais" que pautam a variação caótica dos entes singulares. Isto é, a atitude filosófica não renega o reino da experiência como uma espécie de "canto tóxico".

Esta dimensão dupla/dúplice da Filosofia é muito dificilmente transmitida, o que significa que a sua principal virtude se pode transformar na mais manifesta das carências. O "trabalho filosófico" rapidamente degenera em atividade dolorosa e fatigante, espécie de parente distante da punição bíblica que resultou da tentação imprudente pela árvore do conhecimento!


Bem , pensar cansa. Para nos refazer, fiquemos com a frase do dia.

Beijos fraternos, Aninha, fada peregrina

"Acredito que os filósofos voam como as águias e não como pássaros pretos. É bem verdade que as águias, por serem raras, oferecem pouca chance de serem vistas e muito menos de serem ouvidas, e os pássaros pretos, que voam em bando, param em todos os cantos enchendo o céu de gritos e rumores, tirando o sossego do mundo." (Galileu Galilei)




 
 
08/05/2009 - A História da Empatia
 
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Bom dia, amigos.



Estive revendo um filme que me comoveu.Bom,isto não é difícil.Comovo-me fácil, já que me movo no mundo pela égide da emoção. Equilibro sempre com alguma razão, claro.Mas intuo antes. Sempre.

O filme era IRMÃO URSO.

Só pela beleza já vale o tempo de vê-lo.Mas, a mim, o que tocou foi o que Campbell chama A Jornada do Herói. Esta Jornada Sagrada que faz com que nos movamos em direção a nós mesmos e ao outro.

Meu fascínio pelo estudo do Mito justifica-se exatamente aí. No território do mito, aprendemos a ser heróis de nossas vidas.Aprendemos também que, ao encontrar nosso desejo, nossa flor mágica, nossa espada encantada, nossa poção curadora, seja lá como nominemos o objeto de nossa busca, embora o avassalador desejo de permanecer no encanto, sabemos de irrefutável certeza que é nossa missão a partilha , o cuidado com o outro. Seja o outro um ursinho, o bando de Fernão Capello, ou o cara da mesa ao lado.

Ver o filme me fez lembrar uma história que vi há tempos. Há uns anos, eu vi uma série de quatro episódios de um documentário sobre A CIVILIZAÇÃO BIZANTINA. Série esta escrita e apresentada por um historiador francês cujo nome não me lembro.

O erudito historiador,ia de episódio em episódio, contando a história do império bizantino. No terceiro episódio, algo me fascinou. Contava ele que a área do império vinha de uma longa e antiga cultura helenística. Mostrou as ruínas do templo de Ártemis, em território onde hoje fica a Turquia. E foi por aí.

Lá pelas tantas, contou a seguinte história, que segundo ele é real, acontecida e documentada.

Mas, vamos à história.

Lá pelo século II ou III, o império bizantino ia se cristianizando. Aya Sofia já havia sido construída.O imperador havia proibido o uso de ícones (imagens). Vem daí, inclusive, a palavra iconoclasta. Diz, então, a história que havia uma mulher em Constantinopla que era lavadeira. E todos os seus amigos e parentes estavam deixando os antigos deuses do Olimpo pelo novo Deus cristão.

A lavadeira, entretanto, afirmava que não podia amar e seguir aquele Deus. Pois ele não tinha rosto. Se, um dia, Lhe visse a face, O seguiria.

Então, conta o historiador,certa manhãzinha , estava ela lavando a roupa junto ao riacho, quando viu o objeto descendo pela correnteza. Ao apanhá-lo, viu tratar-se de um ícone. Um ícone representando a face do Cristo. Como a bela obra estava muitíssimo molhada, e não lhe restasse peça de roupa seca, levou-o ao peito para secar em suas próprias vestes.

Para seu espanto, o rosto pintado no ícone reproduziu-se em seu colo.

Ah! O nome de nossa lavadeira era Empatia. Um nome grego, substantivo próprio, feminino.

Conta-se que este fato foi tão comentado em todo o território do império, que abriu-se um processo para investigá-lo. Os documentos deste processo permanecem arquivados em Aya Sofia, A Sagrada Sabedoria,em Istambul. Aquele belo prédio com minaretes.No tempo desta história, era uma igreja. Depois foi uma mesquita. Hoje, é museu.

Deste tempo em diante, o povo passou a chamar empatia esta capacidade humana de aconchegar o outro, de trazer o outro ao peito, de ser um com o outro.

Nobre herança. Empatia, do grego empátheia. Gesto de recebimento. De amor incondicional.

Empatia, a marca do herói, do líder, do Ser que faz diferença no mundo porque o constrói com olhar novo.Com coração pulsante. Com amoroso cuidado. Outro nome para comprometimento.

Empatia, nome de mulher simples, lavadeira. Nome de quem transcende sua condição e muda o mundo.



Beijos fraternos, Aninha, fada peregrina



 
 
07/05/2009 - Uma solitária jornada
 
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Bom dia, amigos.



A História de hoje nos vem de longes terras e tempos. Nos fala da busca pessoal, da diferença entre ser e parecer e da urgente necessidade de saber verdadeiramente. Muito útil quando se deseja construir equipes de alta performance que só se tornam reais quando cada pessoa tem o " o mar no olhar".



Um dia repleto de grandes aventuras a todos.

Beijos fraternos, Aninha, fada peregrina



Uma solitária jornada



Conta uma antiga lenda que em certo reino, há muito, muito tempo, quando um jovem completava 13 anos era preciso fazer uma solitária jornada , depois da qual , se alcançasse sucesso era admitido entre os guerreiros de seu povo.

A jornada era realizada apenas em determinada época do ano, escolhida pelo mago da tribo.Trinta dias antes da partida, os jovens candidatos ficavam reclusos em uma cabana coletiva. Lá preparavam-se para a jornada que empreenderiam.

No dia marcado, o mago reunia os jovens postulantes , entregava-lhes uma pequena faca e revelava-lhes a prova: deveriam atravessar o continente , pois o reino ficava no coração da Europa; cada um por si, deveria encontrar o mar e retornar em segurança.

Era uma jornada dificílima.O jovem precisava enfrentar o frio, a fome, as feras famintas, a solidão e seu próprio temor. Poucos conseguiam.Muitos voltavam do meio do caminho. Outros chegavam bem perto, vislumbravam o mar ao longe e voltavam daí.

Ao retornarem à sua aldeia, os jovens , um a um , eram recebidos pelo mago.Este, contemplava-os em silêncio e , passado certo tempo, dizia se o jovem tinha ou não cumprido sua jornada. Os que a haviam concluído eram , então, admitidos na tenda dos guerreiros. Eram acolhidos como irmãos, iguais.

Os demais precisavam esperar por todo um ano para fazer mais uma vez a jornada.

Certa ocasião, um ancião que havia tempos observava o mago perguntou:- me explique uma coisa. Por que muitos jovens retornam dando detalhadas informações sobre o mar e você após fitá-los por uns instantes diz:- Você não viu o mar.Poderá voltar no próximo ano.

Outros , entretanto, nada precisam dizer.Você os olha , abraça-os e os manda para a tenda dos guerreiros onde seus irmãos os aguardam.

Por que?

O mago, sorrindo mansa e serenamente respondeu:

- Os que viram de fato o mar , não precisam falar dele.Têm o mar no olhar.



 
 
06/05/2009 - A Verdadeira Alquimia
 
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Bom dia, pessoal.

Vamos continuar nossa jornada pelas histórias medievais? Então vamos lá. Acomodem-se confortavelente e sigamos em busca de aventuras.

Beijos fraternos, Aninha, fada peregrina

A verdadeira alquimia


Certa vez um andarilho apareceu numa aldeia da Idade Média. Dirigiu-se à praça central da cidade, anunciou-se como alquimista e disse que ensinaria como transformar qualquer tipo de metal em ouro. Algumas pessoas pararam para ouví-lo e começaram a proferir gracejos e ridicularizá-lo. O estranho não se abalou com as chacotas, pediu um pedaço de metal e alguém entregou-lhe uma ferradura, um outro ofereceu-lhe um prego. O alquimista então pegou ambas as peças, e ainda sob as risadas dos incrédulos, colocou-as numa pequena vasilha e derramou sobre elas o conteúdo de um frasco que havia retirado de sua sacola. Permaneceu alguns segundos em silêncio e o fenômeno aconteceu: a ferradura e o prego tornaram-se dourados. Uma sensação de espanto percorreu a multidão que se avolumava cada vez mais na praça. O alquimista levantou as peças de ouro para que todos pudessem admirar a transmutação.

Um ourives presente no local pediu para examinar os objetos e foi atendido. Em pouco tempo, revelou serem as peças de ouro puríssimo como nunca tinha visto. As pessoas agitaram-se e agora queriam ouvir. O alquimista então pegou um grosso livro de sua sacola e disse estar nele o segredo da transmutação dos metais em ouro. Em seguida, entregou o livro a uma criança próxima e partiu tranqüilo. Ninguém o viu ir embora, pois todos os olhos mantiveram-se fixos no objeto nas mãos da criança. Poucos dias depois, a maioria das pessoas possuía uma cópia do valioso manuscrito, assim a receita para produzir ouro passou a ser conhecida por todos. Contudo, a fórmula era complexa. Exigia água destilada mil vezes no silêncio da madrugada e ingredientes que deveriam ser colhidos em noites especiais e em praias distantes.
No início todos puseram as mãos à obra, mas com o passar do tempo, as pessoas foram desistindo do trabalho. Era muito penoso ficar mil noites em silêncio esperando a água destilar. Além disso, procurar os outros ingredientes era muito cansativo.

As pessoas foram desistindo. E, à medida que desistiam, tentavam convencer os outros a fazerem o mesmo. Diziam que a forma era apenas uma galhofa deixada pelo alquimista para mostrar como eram tolos. Assim, muitos e muitos outros, influenciados pelos primeiros, também desistiram. Mas, um pequeno grupo prosseguiu com o trabalho. Apesar de ridicularizados pelo resto da aldeia, continuaram destilando a água e fizeram várias viagens juntos à procura dos ingredientes da fórmula.

O tempo correu, e a quantidade de histórias divertidas, e de situações que eles passaram juntos, desde que começaram a seguir a fórmula, cresceu. E o grupo dos aprendizes de alquimia tornou-se cada vez mais unido. Converteram-se em grandes amigos. Até que em um mesmo dia, todos que tinham começado juntos, viraram a última página das instruções do livro, e lá estava escrito:

"Se todas as instruções foram seguidas, você tem agora o líquido que, derramado sobre qualquer metal, transforma-o em ouro. Entretanto, agora você já percebeu que a maior riqueza não está no produto final obtido, mas sim no caminho percorrido. "



 
 
05/05/2009 - A Espada Mágica
 
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Bom dia, pessoal.

A história de hoje nos fala de crenças. É um conto medieval. Altamente simbólica e muito útil quando se precisa fortalecer o ânimo dos indivíduos e ajudá-los a compreender o poder das âncoras que criamos ao longo da vida.
Saboreem.
Beijos fraternos , Aninha, fada peregrina


A espada mágica
Em um tempo muito, muito antigo, o tempo dos cavaleiros em brilhantes armaduras, um jovem estava com muito medo de testar sua habilidade com as armas, no torneio que seria realizado por certo senhor.

Alguns de seus amigos quiseram pregar-lhe uma peça e lhe deram de presente uma espada, dizendo que tinha um poder mágico muito antigo. O homem que a empunhasse jamais seria derrotado em combate.

Para surpresa deles, o jovem correu para o torneio e pôs em uso o presente, ganhando todos os combates. Ninguém jamais vira tanta velocidade e ousadia na espada.
A cada torneio, a notícia de sua maestria se espalhava, e não tardou a ser ovacionado como o primeiro cavaleiro do reino.

Por fim, achando que não faria mal nenhum, um dos seus amigos revelou a brincadeira, confessando que o instrumento não tinha nada de mágico, era só uma espada comum.
Imediatamente, o jovem cavaleiro foi dominado pelo terror.

De pé na extremidade da área de combate, as pernas tremeram, a respiração ficou presa na garganta e os dedos perderam a força. Incapaz de continuar acreditando na espada, ele já não acreditava mais em si mesmo.

E nunca mais competiu.

 
 
04/05/2009 - Uma lenda medieval: a construção do Templo
 
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Bom dia, boa tarde, boa noite , pessoal.

Durante esta semana , vou lhes contar algumas histórias mais uma vez. São todas histórias que propiciam reflexão profunda e que costumo contar em meu ofício.
Vamos lá. Que durante esta semana , cada um de nós, possa penetrar muito profundamente no coração da ilha em uma jornada rica , feliz e produtiva. Que provemos a alegria de construir Templos.

Beijos fraternos a todos.
Aninha, fada peregrina

Uma lenda medieval: a construção do Templo



Conta uma lenda medieval que certo reino decidiu construir um Templo que desafiasse o tempo como prova de sua fé.

Organizaram a coleta de recursos, escolheram um sacerdote para mestre de obras e embarcaram material e homens em um navio, pois, o Templo seria construído numa ilha do litoral daquele reino.

A construção seguindo à risca o plano do mestre de obras, começou.

Passados seis meses , o sacerdote retornou à ilha para verificar o andamento dos trabalhos. Desceu sozinho à ilha. Era verão. Ele suava, o sol o queimava, sentia sede , os insetos o importunavam, mas ele seguia sem esmorecer pela trilha que o levaria ao canteiro de obras.

Na primeira curva do caminho, viu um grupo de homens ocupados em quebrar enormes pedras com pesadas marretas.

Deu-lhes bom dia e ninguém respondeu. Mesmo assim perguntou-lhes o que estavam fazendo. Apenas um homem , mais próximo, respondeu com uma voz sem expressão:- Aqui estamos quebrando pedra.

O sacerdote , então, deixou-os entregues à sua tarefa e seguiu a diante.

Na segunda curva do caminho, deparou-se com um segundo grupos de homens realizando a mesma tarefa. Alguns reclamavam, outros blasfemavam; o rancor escorria de cada palavra , de cada homem. O sacerdote igualmente cumprimentou e , para sua surpresa, foi respondido por uma meia dúzia de homens suados,cansados , feridos. O sacerdote se animou e perguntou-lhes o que faziam. Esta mesma meia dúzia com uma voz repleta de agonia e desesperança, respondeu:- Nós aqui estamos construindo uma parede.

O sacerdote com o coração já apertado e com o corpo castigado pelo calor, pelos insetos, pela sede, pela fome , deixou aqueles homens construtores de paredes e seguiu a trilha que o levava mais e mais ao coração da ilha.

Antes de uma última curva do caminho, ouviu vozes que cantavam uma música de suave harmonia e delicada alegria. Apressou o passo curioso e ao dobrar a curva encontrou um grupo de homens aparentemente igualzinho aos outros dois. Todos estavam queimados pelo sol, magros, roupas em farrapos, suados , famintos. Suas mãos envoltas em trapos sangravam. Os pés de todos eram chagas vivas. E, no entanto, eles cantavam.

O sacerdote, sentindo o coração alegrar-se cumprimentou .Curiosamente, todos juntos responderam à saudação.

E quando o sacerdote lhes perguntou o que eles estavam fazendo ali, o ar fui inundado com a magnífica resposta. Todos juntos , com uma voz que denunciava o conhecimento da tarefa empreendida e seu orgulho de a estarem realizando, responderam : Ah ! nós aqui estamos construindo um tempo.





 
 
30/04/2009 - Mente aberta 3
 
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Bom dia, pessoal.



Falando mais um pouquinho de abertura...



É mais pertinente pensar na abertura como uma característica dos relacionamentos, não dos indivíduos. David Bohm diz que a abertura surge quando dois ou mais indivíduos se dispõem a suspender suas certezas na presença um do outro.

Quando se tornam profundamente comprometidos e abertos pequenos grupos de pessoas (tão pequenos quanto duas ou três pessoas) criam um microcosmo de uma organização que aprende.

O impulso em direção à abertura, “é o espírito de amor”, de amor que está subjacente à abertura, o que os gregos dominam ágape, tem pouco a ver com as emoções.

Se tivermos a disposição espiritual fundamental sem a habilidade, seremos ineficazes. Por outro lado, porém, se desenvolvemos a habilidade sem a disposição espiritual, ela também não funcionará por completo.

E vivamos o dia em alegria ! Boa Jornada!

Beijos fraternos, Aninha, fada peregrina



"A realidade é meramente uma ilusão apesar de ser uma ilusão muito persistente."
(Albert Einstein)



Ana Lúcia de Mattos Santa Isabel

analucia@orioncomunicacao.com.br

analucia.orion@uvaol.com.br

www.orioncomunicacao.com.br

 
 
29/04/2009 - Abertura mental2
 
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Olá, pessoal.

Como vão todos?
Continuo a pensar na tal abertura . Eis aqui uns fiapos do que pensei.
Sem dúvida, o que mais prejudica a abertura é a certeza. Logo que acreditamos ter “a resposta”, toda a motivação para questionar nosso pensamento desaparece. Mas a disciplina do pensamento sistêmico nos mostra que simplesmente não existem “respostas certas” ao se lidar com a complexidade. Por isso a abertura e o pensamento sistêmico estão tão associados.

Estamos simplesmente re-contextualizando a racionalidade. Procurar o entendimento, sabendo que não há uma resposta definitiva, torna-se um processo criativo – que envolve a racionalidade mas também algo mais.

Qualquer “resposta” que temos é, na melhor das hipóteses, uma aproximação – sempre sujeita a melhoria, nunca definitiva. Einstein dizia que “a coisa mais bela que podemos experimentar é o mistério. Ele é a origem de toda a arte e ciência verdadeiras”.

A vida nos chega na totalidade.

Beijos, Aninha, fada peregrina



"Ser o que somos, e vir a ser o que somos capazes de ser, é o único objetivo da vida."



(Baruch Spinoza)

 
 
29/04/2009 - Abertura mental
 
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Bom dia, pessoal.



Falamos rios de palavras a respeito da necessidade e das vantagens de se ter a mente aberta.

Ontem , fiquei pensando na natureza da abertura. Divido com vocês.

Existem dois aspectos diferentes da abertura – a participativa e a reflexiva.

A abertura participativa, a liberdade de se falar o que se pensa.

Se é preciso tomar uma decisão que represente o grupo , ela representa um “consenso” atenuado ou a preferência de um ou dois cujas opiniões contam mais. A abertura participativa pode levar a mais “crenças” em certas decisões, mas por si só raramente levará a decisões de melhor qualidade, porque não influencia o pensamento por trás das posições das pessoas.

Enquanto a abertura participativa leva as pessoas a falarem abertamente, a “abertura reflexiva” faz com que olhem para dentro de si. A abertura reflexiva vive na atitude. Envolve não apenas o exame das nossas próprias idéias, mas o exame mútuo do pensamento dos outros.

A abertura reflexiva é baseada em habilidades, não apenas em boas intenções. Ela transfere então a responsabilidade para longe da “solução fundamental” – a abertura reflexiva: desenvolver as habilidades de indagação, reflexão e diálogo.

“Lançar indiretas” uns para os outros substitui a comunicação e o diálogo genuínos.

Pode existir uma sinergia positiva entre a abertura participativa e a reflexiva. Quando esta sinergia se desenvolve ela é uma força poderosa que abala a politicagem e as dissimulações. A chave, segundo minha experiência, e tanto tornar seguro o fato de se falar abertamente quanto desenvolver as habilidades para questionar produtivamente nosso próprio pensamento e o dos outros.

Abertura reflexiva é baseada em habilidades, não apenas em boa intenções.

Deixo-os com uma frase apropriada.

Um dia feliz e produtivo a todos.

Beijos, Aninha, fada peregrina

" O espírito procura, mas é o coração que encontra."

( George Sand)



 
 
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