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19/06/2008 - frase do dia |
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Amados,
estou de volta de minha peregrinação.Foi bom. Bom? Foi ótimo.
Muitas pequenas descobertas partilhadas.
O fato de percebermos a importâncias de coisas pequenas, me fez lembrar uma coisa lida no Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa.
Lá vai.Vejam que beleza.
" Os compradores de coisas inúteis sempre são mais sábios do que se julgam- compram sonhos."
Bem , depois disto dizer o quê?
Só deixar um beijo e dizer de minha alegria por estar entre vocês de novo.
Um beijo fraterno, Aninha
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15/06/2008 - O homem bicho da terra tão pequeno |
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Amigos,
em breves instantes estarei iniciando a jornada para a longa e espero que feliz ,além de proveitosa , peregrinação da semana. Estarei fora até quinta,imersa em um treinamento out door de muitas vertentes.
Uma delas nos levará a mergulhar nas profundezas de nós mesmos a fim de melhor percebermos a nós mesmos e ao outro.
No tempo do Renascimento Camões que já nos declarava " bicho da terra tão pequeno."
No dia seguinte ao pouso do primeiro homem na lua, mestre Drummond reconhecendo em um poema publicado em suposta comemoração esta nossa condição, pergunta-nos o que restará ao homem depois de tantas conquistas.
A resposta vem ao final dos versos. Serão estes versos a abertura da nossa jornada, ou seja, do treinamento.
Como viajar é preciso , lá vou eu em peregrinação.Que eu possa ajudar os que em mim confiaram a encontrar também suas respostas.
A todos , uma semana feliz e de boas descobertas.
Deixo-os com Drummond.Até a volta.
Beijos, Aninha, fada peregrina
O Homem: As Viagens
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O homem, bicho da Terra tão pequeno,
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua
Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte - ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro - ; diz o engenheiro
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
vê o visto ; é isto?
idem
idem
idem.
O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com injustiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só pra tever?
Não vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
mas que chato que é o Sol, falso touro
espanho domado.
Restam outros sistema fora
do solar a colonizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de conviver.
Carlos Drummond de Andrade
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14/06/2008 - Um filme sobre o mistério da consciência |
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13/06/2008 - frase do dia |
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Bom dia, pessoal,
No artigo que lhes enviei ontem, versando sobre a natureza da Liderança , há um trechinho em que afirmo:
O Líder é aquele capaz de ver o quê ainda não tomou forma no mundo fenomênico e, construindo estratégias e propósitos afinados com esta visão e com os propósitos individuais, catalisar o grupo ao seu redor para dar-lhe forma visível.
Nestas palavras, algumas das virtudes aristotélicas do Líder se ressaltam. Um delas, a Coragem. Podemos dizer, poeticamente, que coragem significa um forte desejo de viver, sob a forma de disposição para morrer .Ou seja, empenhar-se até a alma.Ou em linguagem mais corriqueira , comprometer-se.
O tipo de coragem que vivifica um líder , ilumina um cozinheiro. É preciso um certo tipo de coragem para escolher, cortar, picar, temperar, juntar ingredientes distintos e , ao expor o resultado à mesa, expor a si mesmo ao julgamento dos convivas. É preciso coragem igualmente para selecionar, integrar, inspirar, delegar e tantos outros verbos que fazem parte do dia-a-dia de líderes, de gestores.
Eu costumo dizer que em relação à arte de cozinhar que com o mesmo material que se faz um banquete , se faz uma lavagem. A diferença mora no toque, na virtude.No exercício da liderança dá-se o mesmo.
Para nos ajudar a refletir sobre esta sutil relação, trago-lhes a frase do dia.
"A coragem é o medo vencido Eu não tenho nenhuma coragem, mas procedo como se a tivesse, o que talvez venha dar ao mesmo."
(Gustave Flaubert)
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12/06/2008 - frase do dia |
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Bom dia, amigos,
pensando ainda sobre Beleza e pessoas, tenho percebido que muitos de nós nos transformamos , indo na contramão da modernidade, em seres céticos. É aparentemente mais fácil dizer : - não posso; não sei; não vejo; não tem do que tentar, buscar, esforçar-se , acreditar. E isto em uma época que resplandece de possibilidades.Uma época em que a ciência afirma que vivemos num Universo de criação contínuamente impactado por nossas crenças.
Bem , por falar em crer, lembrei de uma pitoresca frase que , portanto, lhes trago hoje.
Um feliz dia dos namorados a todos.
Beijos, Aninha, fada peregrina
"A razão porque os fantasmas abandonaram os velhos castelos da Escócia é porque as pessoas deixaram de acreditar neles ."
(Gilbert Keith Chesterton )
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11/06/2008 - frase do dia |
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Amigos, bom dia.
Muitos dos males que infernizam as organizações têm origem em nossa dificuldade de enxergar o outro e seu cenário. Prova disto é que nos assombramos quando alguém que vemos todos os dias " surta". Ninguém surta.A gente vai dando sinais gradualmente de insatisfação.
O que podemos fazer? Em minha investigação sobre a necessidade e natureza da Beleza, tenho percebido que podemos não são percebê-la como, melhor ainda ,criá-la. Como? O primeiro passo é redescobrir o olhar.
Pedi , então ajuda a um mestre nesta arte e dele trago a frase, ou melhor, versos do dia.
Um dia feliz e alvissareiro para todos.
Beijos, Aninha, fada peregrina
"
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras..."
( Fernando Pessoa)
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10/06/2008 - O CRUZEIRO DO SUL E A FLOR-DE-PRATA-SOBRE-A-ÁGUA |
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O CRUZEIRO DO SUL E A FLOR-DE-PRATA-SOBRE-A-ÁGUA
(Lenda de origem dos Kuna-Guarani)
Desde tempos muito remotos, a constelação do Cruzeiro do
Sul brilha nos céus, e à noite ela guia os barcos até a praia. Mas nin-
guém sabe que, justamente desde aquele tempo, de dia se abre uma
grande flor muito linda, com pétalas de prata pura e um miolo de
uma cor-de-rosa tão brilhante quanto os raios do sol poente.
Os índios a chamam Irupê, a Flor-de-Prata-sobre-a-Água e é
assim que contam os acontecimentos que deram origem a ela:
Uma nação indígena vivia junto a um vasto rio, perto do lugar
onde ele se lançava no mar. A água ali não era profunda e dava peixes
em profusão para todos. Mas as pessoas tinham medo de um certo
trecho no qual, numa gruta, no fundo de um abismo, vivia a malvada
feiticeira Gentserá. Isso porque aquele em quem ela deitava suas
garras nunca mais voltava.
Naquela aldeia, morava uma moça muito linda que se chamava
Moroti, e que era a filha única de um poderoso chefe que lhe fazia
todas as vontades.
Moroti cresceu e, quando se tornou uma moça, muitos jovens das
aldeias próximas ou distantes começaram a procurá-la.
Mas logo perceberam que Moroti estava apenas zombando de
todos eles, e voltaram sua atenção para outras moças mais agradáveis.
Menos Pita que perseverou e fazia tudo quanto a filha do chefe desejava.
Pita não se importava que todos caçoassem dele, como, aliás, a
própria Moroti fazia. Com constância, todos os dias ele lhe trazia as
mais belas flores e, quando a moça lhe contou que no norte do país as
mulheres usavam pulseiras de ouro puro, imediatamente, ele foi buscar
uma para ela.
Ficou ausente durante um ano inteiro. Saiu vencedor em inúme-
ras aventuras e, finalmente, voltou trazendo a pulseira.
E o que fez Moroti?
Pegou a pulseira, usou-a duas ou três vezes, a fim de exibí-la
diante das outras moças e depois declarou ao moço:
-Quem sabe por que ficaste tanto tempo vagando pelo mundo?
Se queres realmente que eu tenha certeza da tua coragem e do teu
amor, terás que te submeter a uma nova prova.
-Farei tudo o que me pedires, respondeu Pita.
-Mesmo que isso fosse te custar a vida?
-Mesmo que isso fosse me custar a vida, Moroti.
A moça começou a rir, chamou suas companheiras e os rapazes
da aldeia e contou-lhes:
-Pita afirma que vai se submeter a todas as provas, mesmo que
isso lhe custe a vida. Imaginei uma prova, e, se ele cumprir a palavra,
casarei com ele.
Todos se perguntaram o que Moroti poderia ter imaginado, mas ela
já estava indo na direção do rio, no ponto em que ele se lançava no mar ,
sobre a gruta onde vivia a malvada feiticeira Gentserá. E, foi exatamente
ali, que Moroti parou. Tirou a pulseira e a jogou no mar, dizendo:
-Traz a pulseira de volta para mim, para que eu veja se de fato
tuas palavras não eram apenas fanfarronices.
Foi em vão que os outros jovens tentaram deter o moço.Ele se
atirou no abismo e as águas se fecharam sobre ele.
-Vamos ver se Gentserá o pegará, gritou Moroti, rindo. Mas logo
o sorriso se apagou de seu rosto. Pita desaparecera sob as águas, os
minutos iam se sucedendo, as horas passavam, a noite começava a cair.
As moças e os rapazes voltaram tristemente para casa e a filha do
chefe ficou sozinha na margem, esperando. Só então ela, finalmente,
compreendeu quanto Pita a tinha amado e chorou amargamente.
Suas lágrimas silenciosas caíam na água e a iluminavam como se
fossem chamas de prata. .
Podia-se enxergar até o fundo do mar e a claridade mostrou
uma imensa gruta. Nela, acorrentado ao rochedo, Pita estendia para
ela suas mãos impotentes. A feiticeira dançava em volta dele como
uma sombra indistinta.
-Estou indo te libertar, meu bem-amado, exclamou Moroti e
saltou para os braços do rapaz. Na superfície da água, restaram
apenas suas lágrimas.
O chefe indígena quando viu que Moroti não voltava e soube
o que acontecera, foi até a praia. Não havia nem rasto da moça, mas
sobre a água desabrochavam flores de prata nunca antes vistas ali.
Encantado com tanta beleza, o chefe não conseguia tirar os
olhos delas. Nisso, ouviu atrás de si uma voz grave que dizia:
-Moroti e Pita jazem sob as águas, mas Irupê, a flor do seu amor,
desabrochou esta noite, grande chefe!
Quem pronunciara aquelas palavras fora o velho feiticeiro da aldeia,
o qual colocou a sua mão compassiva no ombro do chefe e prosseguiu:
-Gentserá os mantém prisioneiros na gruta e nunca os deixará
sair.
-Vou desafiá-la para um combate! Exclamou o chefe, mas o
velho sacudiu a cabeça:
-Seria inútil. Tu também acabarias prisioneiro sob as águas. É
preciso tomar outras providências. Distante daqui, a numerosos sóis,
há uma pequena ilha, no meio do mar. É lá que Gentserá às vezes
descansa e somente ali poderás lutar contra ela, pois, fora das águas
ela perde seu poder sobrenatural e um índio pode lutar contra ela de
igual para igual.
-Vou para lá! Diz-me em que direção poderei encontrar essa
pequena ilha!
-Guia o barco para onde o sol se põe, e, se venceres o mar e suas
ondas traiçoeiras, é preciso que saibas que a feiticeira está armada
com uma lança, feita de um osso de baleia. Gentserá tentará te matar com
ela. Vou te dar uma igual, para que possas te defender.
O chefe agradeceu de todo o coração e, assim que recebeu a
lança prometida, lançou-se ao mar.
As ondas faziam o seu barco balançar como se fosse uma casca
de noz, mas, infatigável, ele foi indo rumo ao rochedo.
Finalmente, quando já era noite escura, o barco chegou à ilha.
O chefe saltou à terra, com a lança na mão, mas, imediatamente, uma
voz portentosa se fez ouvir:
-Eu te esperava, Tacu. Como estou feliz! Vou te pegar também
e ficarás para sempre prisioneiro na minha gruta!
Naquele mesmo instante, algo brilhou nas trevas e o chefe viu
uma longa lança branca que voava em sua direção. Bem depressa,
ele ergueu a sua própria lança para se defender; as duas armas se
chocaram e o choque foi tão grande que a lança do chefe lhe caiu das
mãos. Mas, movidas por uma força invisível, as duas lanças subiram,
cada vez mais alto, até o firmamento noturno.
Mas Tacu nem se deu conta disso, pois, gritando, Gentserá se
atirara sobre ele. Durante aquela noite inteira, os dois travaram uma
luta sem trégua; os dois esgotaram as forças. Quando raiou o dia, o
chefe índio e a feiticeira expiraram, no final daquele combate funesto.
Naquele exato momento, o velho pajé chegava bem acima da
gruta de Gentserá. A água estava calma, mas as flores de Irupê
começavam a se abrir e parecia haver lágrimas derramadas sobre a
água: uma onda enorme veio vindo, aumentando, inchando-se. Ela
arrebentou aos pés do velho. Ele ia recuando, inquieto, quando viu
Moroti e Pita surgirem das águas.
Cheio de alegria, correu até eles e os apertou contra o peito.
-Quem conseguiu nos libertar? - perguntou Moroti, felicíssima
e ainda mais bela do que antes daqueles terríveis acontecimentos.
-Acho que foi o teu pai, o poderoso Tacu! E o velho lhes contou
como o chefe fora para o mar em busca de Gentserá.
-Mas o que aconteceu depois disso? - perguntou Pita.
O feiticeiro baixou tristemente a cabeça.
-Não sei ao certo. Mas olhem para o céu e compreendam o que
as estrelas nos indicam. Logo acima de nossas cabeças, a Cruz de
Lanças brilha no céu. Dessas lanças, a mais comprida pertencia a
Gentserá; a mais curta, ao vosso pai. O combate foi tão violento que
as duas foram projetadas até o céu. Mas como vocês dois estão aqui,
eu suponho que, no último instante, Tacu levou a melhor sobre a
feiticeira.
E esse é o final da história da constelação que os índios chamam
de Cruz das Lanças e nós chamamos de Cruzeiro do Sul e da história
da bela flor Irupê.
BIBLIOGRAFIA
Contos da América do Sul – Editora PAULUS. 1995. São Paulo
Extraído de Ayruman
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10/06/2008 - frase do dia |
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bom dia.
continuo pregrinando filosoficamente em busca da Beleza. Ontem, vi alguns relâmpagos do Belo em conversa com algumas pessoas. Quando alguém sorri por compreender uma idéia, um conceito; quando alguém desempenha bem uma tarefa; quando alguém mostra boa vontade com o outro;nestes eventos, o Belo se revela e estabelece. Podemos trazê-lo para nossa Realidade com nossas atitudes, palavras, ações, crenças, então.
A frase do dia diz mais ou menos isto.O faz muito melhor do eu faria. Deixo-a com vocês, portanto.
Que a dimensão da Beleza se manifeste em nossas vidas, hoje.
Um beijo fraterno,Aninha, fada peregrina
“Cada homem, cada parte humana dessa entidade divina conhecida como humanidade, é um Deus em formação e este mundo pertence aos alegres, aos enérgicos, aos ousados”.
( Emerson )
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09/06/2008 - frase do dia |
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Amados,
passando ontem um dia bucólico, entre família, cães, árvores, carneirinhos recém-nascidos, frutas colhidas com restos de orvalhos, pus-me a pensar na imensa necessidade que nosso Ser sente de estar , ao menos vez por outra, imerso em Beleza.
Alguns filósofos nos alertam ao longo da história a respeito do assunto. Recentemente , Celso Antunes também o fez.
Decidi-me , então,a durante esta semana refletir sobre a beleza. É possível encontrá-la na vida que levamos? Em nosso tão amado corre-corre?
Acho que sim.
A primeira providência é educar o olhar.
Eu, por exemplo, ao escrever as palavras das frases do dia o que faço é cantar uma singela canção de graças. Quem sabe este seja um passo no caminho de desevolver a capacidade de pressenrtir o Belo. Há tempos, desconfio que vemos não com os olhos , mas com a mente.Precisamos , então, de uma mente límpida para viver melhor e para manisfestar o melhor em nós e para ajudar as pessoas que partilham o caminho da vida com o nosso a fazê-lo. Quando conseguimos nosso coração vibra em amor e apreço , livre dos medos que confinam.
E, por falar, nisto, deixo-lhes a frase do dia.
Um dia feliz e produtivo a todos.
Beijos, Aninha, fada peregrina
“O belo é, essencialmente, o espiritual que exterioriza materialmente e se apresenta ao ser material.”
(Georg Wilhelm Friedrich Hegel)
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08/06/2008 - Amigo das fadas |
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Amigo das fadas,
gentil criatura,
Que buscas por sempre
Em grande aventura?
Amigo das fadas,
Nas faces da lua
Que rosto enxergas
Em mil faces nulas?
Amigo das fadas,
Nas pedras da rua,
Nos lagos,
Nas fontes,
Que sonhos sussurras?
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08/06/2008 - Auto-retrato |
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Sou tempestade ,
ventania.
Lua no mar,
cantoria.
Sou vento na pele .
madrugada fria.
Canção antiga ,
cavalaria.
Arroio limpo ,
Correria.
Sol da manhã,
Poesia.
Verso livre,
Risadaria.
Fada do bosque ,
Menininha.
Mulher antiga ,
Feitiçaria.
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07/06/2008 - Inteligência E Vontade |
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Inteligência E Vontade
Prof. Rita Alonso
Certa vez li que existem duas premissas básicas que diferem o ser humano de todos os outros animais.
A primeira é a inteligência e a segunda é a vontade.
Entenda por inteligência todo o conhecimento adquirido em toda a sua existência, desde que nasceu, engatinhou, foi à escolinha, à faculdade, etc.
Conhecimento é toda a informação adquirida. A inteligência é o que você faz com toda essa informação.
Se você deseja pegar um trem para ir a São Paulo e quando chega à estação começa a ler as placas das plataformas, sua inteligência manda que você não pare numa estação que esteja escrito, por exemplo, Curitiba.
É a sua inteligência escolhendo sua ação mediante as informações percebidas.
A inteligência/conhecimento não são livres. Mas a vontade é...
Por que eu digo que o conhecimento não o é?
Porque ele está atrelado a tudo que aprendemos em nossa família, no banco da escola, em nosso grupo social. Explico: se eu escrevesse agora a palavra “palhasso” desta forma sua inteligência/conhecimento aceitariam?
Não.
Se eu dissesse que dois e dois são vinte e dois, você iria rir e no máximo ia achar que tratava-se de uma brincadeira.
Porque a verdade é que nosso conhecimento não é livre.
A vontade é.
Exatamente. A vontade é livre.
Quando dou aula sobre motivação pergunto sempre aos alunos: o que leva a uma pessoa a terminar aquilo que começa? De onde tira forças para ultrapassar os momentos mais difíceis sem desistir? Ultrapassar as adversidades. Quando desistir é o caminho mais fácil...
Por que a greve de fome é tão respeitada?
Porque a minha inteligência e meu conhecimento me dizem que o homem não vive sem se alimentar.
A minha fisiologia me diz: “Estou com fome!!!!”
Mas a minha vontade diz: “Só me alimentarei quando fizerem o que desejo...”
Tivemos o exemplo do grande pacifista que sempre pregou uma doutrina de não-violência. Fez greve de fome porque desejava que a paz reinasse entre hindus e muçulmanos; entre indianos e ingleses.
E como um novo Gandhi tivemos há pouco tempo um bispo da Paraíba reabrindo a discussão sobre o tema causando grande repercussão na mídia. Quando falaram da transposição do Rio São Francisco.
Porque é a vontade acima da inteligência e do conhecimento!
Pense nisso na próxima vez que se detiver a frente de um empecilho.
É preciso acordar sua vontade adomecida, encorajá-la, acreditar que você consegue.
É preciso exercitar sua força de vontade!
Abraços e fiquem bem...
Prof. Rita Alonso
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